Flowerbomb, da Viktor & Rolf, traz um imaginário explosivo e sexy para uma fragrância muito doce. O seu conceito criativo assenta num milfolhas olfativo. Um delicioso milfolhas de flores.
O primeiro perfume da dupla holandesa chegou em 2005 em forma de granada de mão, com muita atitude e vontade de comer o mundo. O seu lançamento arrebatou os sentidos de milhares de consumidoras e a fragrância rapidamente se tornou um bombazo de vendas.
Neste artigo vais conhecer mais detalhes sobre uma das criações mais faladas da perfumaria atual: como é a sua composição, que aroma tem e o que opinam as pessoas que a experimentam.

Flowerbomb, da Viktor & Rolf: faz amor, não a guerra
Viktor Horsting e Rolf Snoeren são uma dupla de estilistas holandeses que se estrearam no mundo da moda há pouco mais de uma década, depois de se terem conhecido durante os seus estudos.
A partir de 2000 entraram no mundo do prêt-à-porter e até exploraram possibilidades mais comerciais ao desenhar uma coleção para a H&M em 2006.
Jovens mas ambiciosos, deram muito que falar especialmente com a sua estreia na perfumaria.
O seu perfume de estreia é criado através da colaboração com a L’Oréal. A multinacional francesa há muito que não escolhia novos criadores para os seus perfumes desde Giorgio Armani em 1982, e quando o faz é porque encontrou um selo de identidade com talento e potencial a longo prazo.
Para Viktor & Rolf, Flowerbomb nasce como parte da sua visão da moda. “Simboliza o poder de transformar qualquer coisa em algo positivo”, explicaram, “um antídoto para a realidade atual, algo como uma utopia num frasco”.
Os perfumistas Olivier Polge, Carlos Benaïm e Domitille Bertier unem talentos para criar uma explosão de feminilidade. O trio abusa de uma profusão delicada de flores para conseguir um elixir adocicado com notas doces, chá, baunilha e patchouli.
Flowerbomb é um herdeiro de Angel, da Thierry Mugler, com uma forte presença de aromas açucarados e um patchouli depurado de fundo muito característico da IFF (evitando a sua faceta mais terrosa).
A que cheira?
A saída do perfume sente-se intensamente doce, lembrando o pralinê mas com um toque cítrico de bergamota cristalizada que escorre do frasco expandindo a abertura ao lado de uma oliveira cheirosa muito subtil.
Desde o primeiro momento vais percecionar as notas de chá, com um aroma que fica a meio caminho entre o chá verde e o Earl Grey, mas esta presença tão agradável não demora muito a desaparecer.
Embora não sejam absolutas protagonistas como poderias supor, as flores apresentam-se no perfume Flowerbomb em forma de um bouquet fresco, rosa, abstrato, flutuante e cristalino.
Este ramalhete de rosa centifólia, jasmim sambac, orquídea e frésia trabalha-se na composição de uma forma muito pop e atual. O que acontece é que quase não encontram espaço no meio de um intenso contexto gourmand.
O acorde oriental de um potente-masculino patchouli com uma cremosa-feminina baunilha domina a composição. As flores carregam uma aura de frescor e trazem feminilidade ao conjunto. Vão temperando-o pouco a pouco enquanto tudo se vai adoçando e açucarando cada vez mais.
Paralelamente ao desenvolvimento das notas de algodão-doce, caramelo e chocolate, a fragrância tempera-se com um aspeto mais especiado. Também vais notar sensações frutadas, não exatamente o aroma concreto de alguma fruta.
Nas últimas camadas da fragrância, juntam-se umas últimas notas de âmbar e almíscares que demoram a chegar mas que deixam uma agradável sensação quente bem junto à pele.
A fragrância insere-se na categoria de composições orientais florais contemporâneas. Nesta família de fragrâncias gourmand cor-de-rosa, Flowerbomb seria uma espécie de filha mais floral e menos doce de Angel. E irmã de Lolita Lempicka, Pink Sugar, Coco Mademoiselle, Fantasy, La Vie est Belle e Black XS.

Flowerbomb dura imenso na pele, mas a projeção não é tão imensa como se poderia esperar. O seu aroma é intenso e tem presença, mas de alguma forma projeta-se de modo próximo da pele.
O seu espírito vai agradar às mulheres mais doces, coquetes e juvenis, e vai desiludir quem esperava uma fragrância niche com um aroma tão original e provocador como o seu nome parece indicar.
Usa-se bem em tempo primaveril ou outonal, embora se quiseres tirar-lhe o máximo partido seja melhor reservá-la para te aqueceres nos dias frios de inverno.
Opiniões sobre o perfume Flowerbomb
A taxa de aprovação dos consumidores para esta fragrância é de 76%. Praticamente 8 em cada 10 pessoas que a experimentam classificam o seu aroma como rico. Um índice excecional para uma composição tão potente.
De forma geral, as pessoas definem Flowerbomb como incrível, quente, poderosa e sexy. Outros adjetivos de cariz estético também se usam com grande frequência: linda, adorável, bela, coquete, deslumbrante, única, especial, sofisticada.
O seu aroma não se descreve apenas como doce, floral ou forte. Acompanham-no termos como quente, empoado, gourmand, cremoso, açucarado, oriental e frutado.
Muitas utilizadoras deste perfume relatam receber elogios frequentes quando o usam. Também se ouvem muitas referências a que este seja o perfume favorito dos seus namorados ou maridos. Os homens costumam vê-lo como sensual, feminino e delicioso.
Algumas mulheres afirmam usá-lo todos os dias como perfume de cabeceira, mas a maioria reserva-o para ocasiões especiais, encontros românticos, jantares e eventos noturnos.
A maioria das críticas refere-se ao seu preço elevado, embora não faltem elogios à sua alta qualidade e a uma boa relação qualidade-preço, já que uma gota desta fragrância rende muito e aguenta horas na pele.
Entre as opiniões mais negativas, há quem o classifique de pesado, açucarado, enjoativo ou agudo. Algumas pessoas relatam sentir dores de cabeça quando o usam. Isto pode acontecer com quem for sensível ao patchouli, já que a fórmula tem grande concentração deste material.
Há também quem opine que já existem muitas fragrâncias deste estilo no mercado, e que no final o acham aborrecido e cansativo.
Notas aromáticas
As notas e acordes da composição que se conseguem percecionar com maior facilidade são, respetivamente:
- Patchouli
- Baunilha
- Flores
- Chá
- Caramelo
- Açúcar
- Rosa
- Almíscar
- Jasmim
- Algodão-doce
- Orquídea
- Âmbar
- Bergamota
- Especiarias
- Chocolate
- Frésia
O frasco
A faceta visual é um dos pontos fortes de um perfume que começou pelo nome.
Nota-se que a ideia de uma bomba floral é potente e atraente, e explora-se através do frasco desenhado por Fabien Baron que representa uma polémica granada de mão.
O corpo é de vidro transparente trabalhado em facetas de grande tamanho e com uma forma muito manuseável. A sua cor rosa, no entanto, transforma a provocação em glamour.

Para a caixa recorre-se novamente à cor rosa mas junta-se um toque de design com o selo de lacre preto onde aparece a assinatura dos holandeses, e várias fitas pretas que criam a impressão de uma embalagem de presente muito divertida.
A fragrância está disponível em formato Eau de Parfum em tamanhos de 30, 50 e 100 ml.
Atualmente também está disponível uma versão em tamanho de 20 ml chamada Flowerbomb Petite com um frasco diferente, e as garrafas de recarga, bem como um vaporizador para poder levar o perfume mais comodamente na mala.
Dentro da gama de produtos para o corpo encontramos uma loção corporal Bomblicious, um creme corporal também chamado Bomblicious e o gel de duche perfumado.
O creme corporal é especialmente recomendável. Simplesmente suntuoso e delicioso.
Versões
Lançou-se em 2007 a versão Eau de Toilette (em 50 e 100 ml), insistindo mais na faceta floral para conseguir um resultado mais fresco e leve.
Em 2013 lança-se a última edição de Flowerbomb Eau de Parfum Extrême em 50 ml (a primeira edição é de 2006). A cor do frasco intensifica-se e as notas centram-se em torno da orquídea, do absoluto de baunilha e do âmbar.

— Versões Eau de Toilette e Extreme.
Houve outras edições limitadas: La Vie en Rose conta com várias versões anuais, e também uma variante Christmas Edition e outra adornada com cristais, Swarovski Deluxe.
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A fragrância Flowerbomb esteve muito presente no show da marca holandesa de primavera/verão de 2005.
Viktor & Rolf prepararam uma primeira metade com modelos vestidas de rigoroso preto e uma segunda metade onde dominavam as peças cor-de-rosa e vaporosas. Um desfile teatral, subversivo e com um toque romântico.

A campanha impressa fica a cargo dos fotógrafos de moda Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin.
A modelo é Isabelli Fontana, que aparece nua com um véu rosa a cobrir-lhe a cabeça como se fosse uma nuvem ou uma flor vaporosa, e envolta na fita preta que faz parte do packaging do perfume, que segura na mão.
Deixa-nos as tuas opiniões sobre o perfume Flowerbomb da Viktor & Rolf.
Perfumative © Todos os direitos reservados 2014.Ano de lançamento: 2005
Família olfativa: Oriental Amadeirado (subgrupo Gourmand, Fresco)
Perfumista: Carlos Benaïm, Dominique Ropion, Domitille Michalon-Bertier, Olivier Polge
Notas de saída: bergamota, chá verde
Notas de coração: frésia, jasmim sambac, flor de laranjeira, orquídea, rosa
Notas de fundo: patchouli, almíscar
Personalidade: explosiva, doce
Preço aproximado (mercado europeu): 50€ (por 30ml)











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