A venda das marcas italiana Azzaro e francesa Thierry Mugler já vinha sendo negociada há algum tempo pela Clarins e pela L’Oreal. Foi o próprio grupo francês que anunciou a aquisição sem revelar os detalhes do valor da compra.

O negócio de ambas as marcas ascendeu a 340 milhões de euros em 2018. A integração total será efetiva em meados de 2020, devido às regulamentações e trâmites do próprio processo.

A Clarins Fragrance Group mantém ainda a sua própria marca de perfumes além da Swarovski e da David Yurman.

No comunicado emitido por Cyril Chapuy, presidente da L’Oreal, afirma-se que o setor dos perfumes está no centro da estratégia do grupo L’Oreal e que tanto a Azzaro como a Thierry Mugler encaixam perfeitamente na carteira de marcas do grupo.

A notícia não apanhou o setor desprevenido já que os rumores da operação vinham há meses circulando na imprensa. Este movimento provoca um grande impacto no setor. Ambas as marcas estão muito consolidadas e com um público muito fiel.

No caso da Thierry Mugler, a casa do designer francês não para de encadear sucessos rotundos. Explorando as suas franquias de perfumes principais com flankers que sempre conseguem explorar mais uma faceta do seu universo alienígena, captando sempre muita atenção do público. Além de se ter consolidado como uma das marcas de maiores vendas do panorama internacional.

A Azzaro, por sua vez, tem um percurso de quase 50 anos na perfumaria.

Desde a L’Oreal valorizaram no momento da aquisição a capacidade da Thierry Mugler de revolucionar o mercado com os seus perfumes Angel e Alien e de se posicionar de forma tão definida com fragrâncias muito diferenciadas e apreciadas pelo público.

O grupo francês também se desfez em elogios pela marca franco-italiana Azzaro. Consideram de vital importância os seus clássicos Azzaro Pour Homme e Azzaro Chrome, considerando-os verdadeiros clássicos. Além disso valorizam positivamente os feitos da marca para conectar com os millennials com fragrâncias de proposta mais jovial como Wanted e Wanted Girl.

Para efeitos de gestão e execução das suas estratégias não parece que vão sofrer nenhuma mudança significativa a curto prazo.

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