Eau de Rochas é um clássico da elegante casa de moda francesa Rochas e mantém-se como a sua colónia mais vendida até à atualidade. Além de ser uma das top dez mais vendidas a nível mundial.
Como uma cascata cristalina, explora o frescor da água de nascente, e os citrinos dão-lhe um carácter estimulante que a transforma numa fragrância alegre e versátil.
Descobre todos os seus encantos: a sua história, o seu cheiro, a sua durabilidade na pele, o que opinam as pessoas que o usam.
Eau de Rochas: uma das criações hespéride mais colossais de todos os tempos
Voltamos 40 anos no tempo. Os consumidores já estão cansados das composições com cheiros densos e pesados. A procura por fragrâncias de corte mais natural ressuscita a fórmula das águas frescas mais tradicionais.
Ao mesmo tempo, as viagens dos hippies a Catmandu popularizam os perfumes com cheiro a patchouli. Mas de forma geral estes não costumam ter grande qualidade.
É então que a Rochas desenvolve uma criação para dar resposta às necessidades olfativas imperantes.
O seu conceito baseia-se em unir a força dos aromas cítricos, orgânicos e mediterrânicos à peculiaridade terrosa, amadeirada e rica do oriental patchouli.
Um perfume que reproduz a força e a potência de uma nascente de águas caudalosas. Que celebra as matérias-primas mediterrânicas e o seu estilo de vida natural.
Estas propostas soam muito atuais nos dias de hoje graças a perfumes como Light Blue da Dolce & Gabbana ou Acqua di Giò da Armani, mas há mais de 40 anos eram muito pioneiras.
O equilíbrio da sua estrutura aromática, com o contraste entre as suas notas efervescentes, salgadas, tempestuosas e densas, faz com que Eau de Rochas seja muito mais do que uma simples colónia cítrica.
Sim, a sua essência é fresca e tonificante mas ao mesmo tempo mantém uma atraente aura de escuridão e mistério. Não é por menos que conquistou fiéis adeptos de ambos os sexos pelas suas facetas enigmáticas e pelo seu talento para transcender as regras do jogo.
Por tudo isto, na Perfumative atrevemo-nos a apostar que nunca sairá de moda.

Opiniões sobre o perfume
Passeias pela floresta num dia muito quente de verão, quando encontras uma cascata que te convida a refrescar-te.
O seu índice de aprovação de 77% confirma que estamos perante um dos grandes. Praticamente 8 em cada 10 pessoas que o experimentam consideram-no rico ou muito rico.
Isto talvez explique por que Eau de Rochas é uma escolha tão habitual de presente. O seu temperamento permite-lhe ser digno de apreço e estima por parte de diferentes gerações.
As mais velhas, pelas memórias da juventude despertadas pela sua memória olfativa. As mais jovens, pelo sentimento vagamente retro e nostálgico que evoca.
Reconfortante, tem o poder de ser uma escolha segura quando não sabes que perfume usar ou de te animar nos dias mais deprimentes.
Adorável, refrescante, limpo, unissexo, crocante, vintage, brilhante: assim o costumam descrever as suas utilizadoras mais fiéis.A durabilidade na pele é moderada e recebe a classificação de 6,7 (de 10). O rasto é muito discreto e mal deixa marca.
Notas aromáticas
As notas que as pessoas detetam com maior facilidade por sua vez são, respetivamente:
- Notas cítricas
- Patchouli
- Notas verdes
- Manjericão
- Lima

Eau de Rochas, um clássico intemporal e uma pioneira entre as chamadas “eaux fraîches” ~ Editorial Perfumative
Há que recuar até 1970 para a criação deste perfume. Eau de Roche foi o seu primeiro nome (significa Água de rocha) e exprime muito bem a natureza selvagem e refrescante desta fragrância.
Ainda mais atrás no tempo, em 1925, Marcel Rochas funda a casa Rochas em Paris, dedicada em princípio ao setor têxtil feminino e confecionando trajes que servirão para fixar a imagem do protótipo de mulher do século XX.
Adiantado ao seu tempo, em 1936 continua a explorar novos campos e entra no da perfumaria, que em breve fará passar os trajes para segundo plano.
Embora não seja o primeiro (já tinha criado Air Jeune, Avenue Matignon, Audace e Femme) é sim o mais famoso. Eau de Rochas sobreviveu até aos nossos dias e continua a ser atual.
Foi criado por um recém-contratado Nicolas Mamounas, baseado numa primeira versão de Edmond Roudnitska de 1948 e sob a supervisão da mulher de Marcel Rochas (já falecido): Helène Rochas.
Os anos 70 tornam-se no seu meio natural, através da geração flower power que exalta a natureza e os aromas florais.
Posteriormente fica na memória como um perfume familiar e todo um clássico do qual a casa Rochas proclama que ainda vende 3 frascos por minuto.

O perfume cria-se num momento de revolução cultural feminista. As mulheres exigiam aromas menos femininos e mais casuais. Por isso o seu lado mais masculino confere-lhe um grande potencial unissexo.
De facto, muitos homens usam-no embora também exista uma versão masculina: Eau de Rochas Homme, ainda em produção.
Mas qual é a sua fórmula de sucesso? Trata-se de uma sinfonia hespéride (aquela que usa cascas de frutas cítricas) muito bem orquestrada e com reminiscências dos perfumes de tipo chipre.
As primeiras notas trazem o frescor dos citrinos, cuja acidez contribui para criar um perfume que não enjoa. Bergamota, limão, verbena e tangerina -cada uma com um toque ligeiramente diferente- combinam-se para causar a impressão inicial.
Segue-se um coração floral com exemplos tão sensuais como o jasmim, e outros tão franceses e frescos como o muguete.
Por último, a Rochas queria conseguir umas notas de fundo como se se tratasse das de um rio, com musgo de carvalho, âmbar-cinzento, almíscar e íris, para deixar um rasto de calidez terrena quando se evapore o frescor aquático.
O frasco
Eau de Rochas fecha-se num frasco criado por Serge Mansau que encarna os valores concetuais da fragrância: água cristalina e luminosidade.
Os sulcos do cristal transparente parecem as erosões sobre a rocha da água de nascente, e o frasco cintila com a cor amarelo-pálido do conteúdo quando posto contra a luz.
Na zona superior aparece uma inscrição indicando o seu nome. A tampa é uma original esfera do mesmo material.

O frasco vem embalado numa caixa de cor azul intenso para simbolizar a água que flui; tudo nesta eau de toilette nos transmite a sua definição como “eau fraîche”.
Oferece-se em concentração EDT de 50, 100 e 220 ml, e em frascos com spray ou sem spray.
Em torno dela criou-se uma ampla variedade de produtos de higiene como hidratante, gel de duche, desodorizante, etc.
Versões
Para celebrar o seu 40º aniversário em 2010, Jean Michel Duriez (novo perfumista-criador da casa Rochas desde 2008) lança uma série de versões de Eau de Rochas: Eau Sensuelle, sublinhando a faceta floral da fragrância para a tornar mais sensual sem perder o seu frescor característico, e como contrapartida Eau de Rochas Fraîche, renovando a sua predecessora através de um aroma mais jovem e fresco.Na primavera de 2014 sai à venda uma edição especial da fragrância. A fórmula mantém-se fiel à original, mas o packaging é assinado pela artista ilustradora Aurore de La Morinerie e o frasco recebe um atraente rótulo azul metalizado.

Publicidade
Houve infinidade de anúncios desde o seu nascimento nos anos 70, mas sempre giraram à volta do conceito de água viva (seja uma fonte, um lago, um lago artificial, uma cascata…), a visão romântica da natureza e uma homenagem à alegria de viver.
Mulheres como Jessica Stam ou Jazmin Alcorta nos últimos anos, ou famosas cantoras como Carla Bruni (1988) ou Corynne Chabry (1987) no passado foram as musas de Eau de Rochas.
Uma das canções mais emblemáticas que acompanhou os seus anúncios é o “Non, je ne regrette rien” da icónica cantora francesa Edith Piaf.
Aqui deixamos o último anúncio para a televisão. Não deixes de o ver:
Além disso, para o 40º aniversário em 2010 fez-se um concurso para que as 40 mulheres vencedoras beneficiassem de uma sessão fotográfica realizada pela famosa Kate Barry em Paris.
As sessões transformaram-se numa exposição e em material gráfico para usar como campanha publicitária de Eau de Rochas, simbolizando que esta fragrância tem um lugar no coração de mulheres de todas as idades e proveniências.
E tu, o que achas do perfume Eau de Rochas? Conta-nos. Perfumative © Todos os direitos reservados 2014.
Ano de lançamento: 1970
Família olfativa: Cítrico (subgrupo Clássico)
Perfumista: Nicolas Mamounas
Notas de saída: manjericão, bergamota, lima, tangerina, limão, toranja
Notas de coração: gerânio, jasmim, coentro, narciso, patchouli, rosa
Notas de fundo: âmbar, musgo de carvalho, almíscar, madeira de sândalo
Personalidade: clássica, fresca, elegante
Preço aproximado (mercado europeu): 30€ (por 50ml)









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